Expandindo os negócios por meio de aceleradores – é uma maratona, não uma corrida de velocidade

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Expandindo os negócios por meio de aceleradores – é uma maratona, não uma corrida de velocidade

A maioria dos aceleradores e incubadoras é criada para durar três meses. Esse prazo é importado de programas que visam identificar equipes e ideias de startups de tecnologia de alto potencial, para ajudar a cristalizar sua solução de problemas e/ou adequação ao mercado de produtos, para um evento de financiamento subsequente.

A expansão dos negócios é uma fase crucial para qualquer empresa, e há muitas intervenções necessárias para que uma empresa cresça de 2 a 10 vezes. A mentalidade certa, a capacidade de ter uma perspectiva global, o compromisso com o programa de expansão e as conexões com parceiros, investidores e prestadores de serviços são fundamentais para alcançar um crescimento acelerado.

Em 2017, participei de uma iniciativa da Fundação Wadhwani para discutir dois tipos de hipóteses com mais de 200 pequenas empresas, associações industriais, órgãos governamentais, burocratas aposentados, consultores e empresários seniores espalhados por toda a Índia em vários setores.

Hipótese 1: Permitir o crescimento dos negócios nas PME levaria ao crescimento do emprego? (A resposta foi um sonoro sim!)

Hipótese 2: Alguém na Índia já implementou o modelo acelerador/escalador (geralmente voltado para startups) também para pequenas empresas? Se sim, como foi a experiência? (A resposta é que, embora o modelo tenha sido concebido, ele ainda não foi implementado em grande escala).

Desde o início de 2018, a Fundação Wadhwani (WF) lançou um programa de aceleração (scale-accelerator), “WF Venture ScaleUp”, com o objetivo de possibilitar o crescimento dos negócios e que inclui um número de grupos verticais ou específicos do setor, compostos por empresas orientadas para o crescimento, com pelo menos $1M em receita, em três setores: manufatura (componentes automotivos/engenharia leve), bens de consumo embalados (CPG) e negócios baseados em tecnologia (TI e ITeS).

A resposta e a aceitação do programa por parte dos empreendedores fundadores de pequenas empresas têm sido extraordinárias. No entanto, é essencial colocar a estrutura e a duração de um programa de aceleração em perspectiva.

A necessidade de REESTRUTURAÇÃO: Existe um equívoco comum sobre o que constitui um Scalerator. Vários participantes relegaram isso a uma jogada imobiliária. Ou os proprietários imobiliários buscam monetizar seus ativos existentes, ou subsídios de terceiros são usados para criar novas infraestruturas físicas como esforços ‘visíveis’ para ajudar os empreendedores. Esse foco no setor imobiliário é uma das razões para o sucesso de alguns aceleradores/scalerators na Índia. A infraestrutura física está disponível em abundância e pode ser facilmente alugada. O que os empreendedores querem é triplo:

a) acesso às melhores práticas de gestão

b) orientação de empreendedores experientes ou especialistas funcionais, e

c) consultores e prestadores de serviços que implementam as melhores práticas de gestão ou fornecem ferramentas que ajudam a aumentar a eficiência dos negócios.

A necessidade de redefinir a DURAÇÃO: A maioria dos aceleradores e incubadoras é criada para durar três meses. Esse prazo é importado de programas que visam identificar equipes e ideias de startups de tecnologia de alto potencial, para ajudar a cristalizar sua solução de problema e/ou adequação ao mercado do produto, para um evento de financiamento subsequente. No entanto, o contexto é diferente para empresas de pequena escala.

Existem 63 milhões de MPMEs na Índia contra 100 mil startups. As empresas do segmento ’pequeno’ existem há 5 a mais de 15 anos, alcançaram uma escala sustentável com vários clientes, o que implica que a solução de problemas e a adequação do produto ao mercado não são um problema, e estão, em vez disso, enfrentando problemas comerciais reais que impedem a expansão.

Empreendedores motivados que administram pequenas empresas precisam de uma intervenção sustentada ao longo de 12 a 24 meses, sem afetar o funcionamento de suas operações. Isso dá tempo para que novos hábitos sejam desenvolvidos e para que um ou mais ciclos de decisão OODA (observar-orientar-decidir-agir) sejam executados com orientação adequada. Em outras palavras, esses empreendedores estão nisso para o longo prazo. É uma maratona, não uma corrida de velocidade! Deve haver uma agenda clara para os primeiros três meses e, em seguida, para os nove meses seguintes.

Durante os primeiros três meses:

• Desconstrua o negócio, avalie o desempenho histórico, complete uma linha de base e uma análise da saúde do negócio.

• Inspire-se com mentores e empreendedores experientes

• Elaborar o plano estratégico de negócios, incluindo visão, missão e objetivos; conduzir workshops funcionais e sessões personalizadas individuais sobre dinheiro, clientes e capacidade; identificar objetivos de curto e médio prazo e ações que possam levar ao alcance desses objetivos.

Além disso, como parte do programa scalerator, identificamos empreendedores motivados e com alto potencial, para continuar a acompanhá-los durante os próximos nove meses, que são cruciais para essas empresas identificadas, onde:

• Algumas delas iniciarão projetos remunerados com um consultor escolhido, por exemplo, uma PME pode contratar um consultor estratégico para aconselhar sobre o processo de vendas, criação de planos de negócios, análise de rentabilidade dos clientes, definição de metas, etc.

• Outros podem identificar lacunas que precisam de ferramentas ou prestadores de serviços, por exemplo, marketing digital, ERP, serviços jurídicos, contadores certificados, entre outros.

• Outros podem chegar a um ponto em sua jornada de crescimento em que se deparam com situações especiais que nunca enfrentaram antes, por exemplo, joint ventures com parceiros estrangeiros, fusões e aquisições, etc.

Para crescer, uma empresa precisa corrigir seu ‘elo mais fraco’, que muda com o tempo. Assim, a disponibilidade contínua de mentores, que são empreendedores seniores ou especialistas no assunto, garante a disponibilidade de conselhos oportunos e bem-intencionados. Ainda cabe aos empreendedores decidir se vão seguir esses conselhos – mas o simples fato de eles estarem disponíveis já é um incrível impulsionador de confiança.

Além disso, as interações sustentadas entre empresas em crescimento servem como uma excelente plataforma de networking entre pares, compartilhamento de melhores práticas e colaboração, levando a uma pressão incrivelmente positiva para o sucesso.

Por fim, durante os últimos doze meses, esperamos encontrar o negócio mais estável e o empreendedor mais confiante. Os hábitos foram cultivados e formados, as métricas de negócios são acompanhadas, com planos de negócios sendo executados e iterados. O modelo de aprendizagem e a capacidade de tomada de decisão dos empreendedores são fortalecidos por meio da interação com mentores, com vários relacionamentos selecionados em vigor e muitos outros disponíveis conforme a necessidade. Empresas maiores formalizaram esses relacionamentos por meio de um conselho consultivo.

Nesta fase, esperamos encontrar o empreendedor buscando orientação precisa. Também vemos empreendedores que fizeram parte do programa de aceleração ‘retribuindo’ ao se inscreverem em programas de mentoria em sua cidade, para orientar estudantes mais jovens interessados em empreendedorismo ou empreendedores em estágio inicial que enfrentam problemas que eles já resolveram.

Em conclusão, um verdadeiro Scalerator, voltado para pequenas empresas, deve se concentrar nos aspectos ‘mais suaves’ das habilidades de gestão e melhores práticas, e realmente investir tempo e fazer parceria com empresas por 12 a 24 meses, ou seja, durante uma fase significativa de sua jornada de crescimento como empreendedor.

Leia mais: BW Disrupt

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